A bolsa de quadro de bicicleta leva a carga no centro da bicicleta, onde menos perturba a condução. Há três formatos: a pequena bolsa de tubo superior para a comida e o telemóvel, a bolsa de meio quadro que deixa espaço para os bidões, e a bolsa de triângulo completo, a maior, para o bikepacking.
Meça o interior do triângulo: o comprimento debaixo do tubo superior, a altura disponível ao longo do tubo de selim e o espaço até ao tubo diagonal. As bolsas de meio quadro e de triângulo completo existem em vários tamanhos, do small ao large, para acompanhar a geometria dos quadros. Um quadro pequeno, um quadro com tubo superior muito inclinado ou uma BTT de suspensão total, cujo amortecedor ocupa o triângulo, deixam pouco volume: prefira então um modelo de tubo superior ou de meio quadro compacto. Verifique por fim se a bolsa deixa sair o bidão do porta-bidões.
A maioria das bolsas fixa-se com correias de velcro à volta dos tubos; uma correia suplementar à volta do avanço ou da caixa de direção estabiliza as bolsas de tubo superior. Com os quilómetros, as correias riscam a pintura: uma película de proteção nos pontos de contacto evita as marcas. Uma bolsa demasiado larga toca nos joelhos a cada pedalada; prefira um perfil estreito, sobretudo numa bicicleta de estrada.
Os modelos resistentes à água têm tecido revestido e um fecho de correr protegido por uma aba; os modelos estanques têm costuras soldadas e fecho estanque. Coloque na bolsa de quadro os objetos pesados e densos, como as ferramentas, a comida ou uma bateria: baixos e centrados, pesam menos no comportamento da bicicleta do que numa bolsa de selim ou de guiador. Guarde o telemóvel e os snacks na bolsa de tubo superior, acessíveis a pedalar.
Uma bolsa de quadro combina-se com uma bolsa de selim para as coisas leves e com uma bolsa de guiador para o volume extra. Para cargas mais pesadas, os alforges fixam-se num porta-bagagens.
Blackburn apresenta a sua bolsa de quadro Outpost Elite em três tamanhos, small, medium e large, e também uma bolsa de tubo superior.
Osprey propõe a gama Escapist: bolsas de quadro small, medium e large, e uma versão Wedge para o ângulo entre os tubos.
Zefal, fabricante de acessórios do Loiret, em França, cobre o tubo superior com as Console Pack T2 e T3 e a Z Adventure T3 de fecho estanque, e o triângulo com a Z Adventure C4.
Agu reúne as suas bolsas na gama Venture, em bolsas de quadro medium e large, de tubo e de tubo superior, e na versão Venture Extreme.
Zipp, marca americana do grupo SRAM, destina as suas Speed Box 1.0, 2.0 e 3.0 ao triatlo e ao contrarrelógio: uma caixa aerodinâmica pousada no tubo superior.
Topeak propõe a MidLoader de 3, 4,5 e 6 litros para o meio quadro e, para o tubo superior, a TopLoader de 0,75 litros, a Fuel Tank e a FastFuel.
Encontre os modelos de fim de série na liquidação de bolsas e alforges e as referências mais recentes nas novidades. Antes de partir em viagem, os saldos são a ocasião para completar o seu equipamento.
Meça o triângulo do seu quadro e compare-o com as dimensões da bolsa, deixando alguns centímetros de margem à volta dos porta-bidões. Na dúvida entre dois tamanhos, o mais pequeno corre menos riscos de roçar e deixa os bidões acessíveis.
Sim, com uma bolsa de meio quadro ou de tubo superior. Uma bolsa de triângulo completo obriga a passar os bidões para a forqueta, para debaixo do tubo diagonal ou para uma mochila de hidratação.
As correias e o pó que se infiltra acabam por marcar o quadro. Uma fita adesiva de proteção nos pontos de contacto e correias bem apertadas, que não se mexem, limitam o desgaste.
Sim, numa versão estreita: uma bolsa de tubo superior ou um meio quadro fino chegam para uma volta longa ou um brevet, sem tocar nos joelhos nem tornar a bicicleta pesada.
Numa bicicleta elétrica com a bateria no tubo diagonal, o triângulo fica muitas vezes livre para uma bolsa de meio quadro. Evite tapar o ecrã ou os comandos e deixe acesso à bateria se esta se retirar por cima.